Substantivo Feminino

1964. O Mundo estava passando pela Guerra Fria e o Brasil ensaiava o embate capitalismo versus comunismo através na instauração de um Regime Militar Ditatorial. As liberdades individuais foram cessadas. Uma violenta repressão aos opositores do governo instaurou-se. Muitas vidas foram perdidas. O medo era constante. Mas, foi justo nessa época em que duas mulheres casadas, mães e dotadas de posição socioeconômica favorável resolveram envolverem-se com causas sociais. Primeiro elas promoveram a profissionalização de mulheres pobres. Surgiu ai a Associação Democrática Feminina Gaúcha. Depois elas se envolveram com a difusão da preservação do meio ambiente. A ADFG tornou-se o braço brasileiro da Friends of the Earth – rede internacional de organizações ambientais com representação em mas de 70 países. Por mais de vinte anos, Giselda Castro e Magda Renner enfrentaram interesses econômicos de grandes corporações e foram vistas pelo governo brasileiro como indivíduos perigosos em razão da tendência à subversão. Elas tiveram os seus movimentos observados de perto pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), contudo nunca se intimidaram. Na era dos Correios e do telefone fixo (não, não existia internet e muito menos as benditas redes sociais), essas mulheres entraram em contato com diversos ecologistas e instituições. Magda e Giselda viajaram pelo Brasil e pelo Mundo espalhando as suas ideias e colocando o dedo na cara de quem fosse. O principal legado deixado é a coragem de lutar por um mundo mais saudável e harmônico para todos os seres vivos. Como disse disse Giselda em uma de suas inúmeras entrevistas: – “No inicio nós dizíamos que era preciso aprender a consumir para viver. Agora, é preciso reaprender a viver para não ser consumido.”.
Essa história emocionante, que fez chorar até mesmo a minha mãe, pode ser assistida em detalhes no longa-metragem documental Substantivo Feminino. Sim, minha família pode assistir a ele antes porque eu tenho orgulho de dizer que fiz parte da produção. O filme é da cineasta estreante Daniela Sallet, 24 anos de jornalismo televisivo, e do diretor experiente Juan Zapata, colombiano que transita entre a representação do real e a ficção. O documentário tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2017. Fiquem atentos! Mais informações através do da Página no Facebook ou do Site/Blog Oficial.
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