A Vida Sentimental de Pandora

Nem só de risos vivem as mulheres. Fiquei pasma quando um amigo, já falecido, contou-me esta história. O conto serve para que lembremos: devemos SEMPRE usar CAMISINHA!

CAP12. A Vida Sentimental de Pandora

“Quem é aquela jovem senhora tão sóbria, mas ao mesmo tempo tão magnetizante?” – foi o que se perguntou Ulisses na primeira vez em que viu Pandora. Eles se conheceram na faculdade – após muito tempo, ela havia decidido retomar os estudos e ele era apenas um jovem curioso. E, apesar da resistência inicial dela, os dois tornaram-se bons amigo. O amor era fraternal e a aproximação era inevitável. Por isso, aos poucos, Pandora sentiu-se à vontade para revelar os seus pensamentos e principalmente o seu passado.

Pandora tinha 20 anos quando decidiu morar com o namorado. Eles estavam juntos há pouco mais de um par de meses, mas se conheciam desde a infância. Ele era filho mais novo da sua madrinha. Nos três primeiros anos, a união parecia ir muito bem. Os dois gostavam de fazer as mesmas coisas e raramente brigavam. Até os grupos de amigos de cada um deles acabaram misturando-se. Os problemas começaram quando ela mudou de emprego. Passou a trabalhar no turno invertido ao dele. O salário era ótimo, mas a diferença de horários gerou rotinas distantes. Nem sempre eles comiam ou dormiam juntos. O tempo foi passado e Pandora tentando equilibrar o dia-a-dia e a carência. Ela já estava há um ano na nova empresa, e o companheiro parecia cada vez mais alheio. No entanto, ela só começou a desconfiar que havia algo errado durante as suas férias. Ela não conseguia esconder a sua satisfação. Estava ansiosa para passar os dias fazendo “nada”. Já, o marido estava irritado, inquieto e não parava de mexer em uma caixa que guardava no alto do roupeiro. Curiosa e aproveitando que ele havia saído para ir à padaria, ela resolveu ver o que é que tinha dentro da tal caixa. Para a sua surpresa, ela encontrou diversos exames. Ele estava doente e provavelmente ela também. Ainda que as relações sexuais não fossem mais tão frequentes quanto ela gostaria, eles nunca se protegeram. Ela nunca havia percebido a necessidade. Pandora ficou então paralisada, olhando fixamente para a caixa em suas mãos, sentada na cama e sem saber o que fazer. – “Por que ele não me contou e não me deu a oportunidade de iniciar um tratamento?” – essa pergunta não saiam da sua cabeça.

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