Devendra Banhart

KENZO, sou, sem dúvida, uma grande admiradora dessa casa conhecida igualmente por lançar fragrâncias ousadas, polêmicas e, para mim, inesquecíveis. Foi através da propaganda do oriental floral Madly Kenzo (2011) que conheci Devendra Banhart. O cantor estadunidense com raízes venezuelanas é uma das referências do New Weird America. Cabe aqui um parenteses para explicar. Acredita-se que a denominação surgiu, em 2003, em um relato de David Keenan para a revista The Wire sobre o Brattleboro Free Folk Festival. Na ocasião, o músico e crítico escocês brincou com a expressão Old Weird America cunhada por Greil Marcus quando, em seu livro Invisible Republic, o jornalista buscava relacionar o cenário musical folk pré Segunda Guerra ao álbum Anthology of American Folk Music (1952), copilado do artista visual e cineasta experimental Harry Smith, e ao disco The Basement Tapes, gravado em 1967 e lançado em 1975 por Bob Dylan em colaboração com o The Band – grupo de roots rock canadense-estadunidense. Já, o novo termo faz referência a uma possível apropriação do rock psicodélico e do folk das décadas de 1960 e 1970 por artistas nos anos 2000. Nesse sentido, o som de Devandra é permeado por uma mistura de referências que incluem Bob Dylan, Caetano Veloso, Novos Baianos e Secos e Molhados. Além disso, suas letras vão de devaneios surrealistas ao questionamento social.           

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