A vida sentimental de Guinevere

Continuando com a série “A Vida Sentimental da Mulher Contemporânea“, o texto desta semana é de minha autoria, Paula Vieira, e livremente baseado em fatos reais narrados pela protagonista do miniconto.

CAP3. A vida sentimental de Guinevere

Nossos nomes não importam. Eu serei a sua Guinevere e ele será o meu Lancelote. Cinco anos. Há cinco anos nos encontramos às escondidas como dois amantes. De quem fugimos? De nós mesmos. Somos solteiros, mas nenhum dos dois tem coragem de abandonar a solidão. Simplesmente nos acostumamos a não termos que dar satisfação a ninguém. Terminamos e recomeçamos com a mesma intensidade. Um telefonema ou uma mensagem é suficiente para que deixemos de lado tudo o que estamos fazendo. Sentir a sua pele tocando a minha é tudo o que eu quero depois de um dia estressante de trabalho. Ao mesmo tempo, sentir sua pele tocando a minha é tudo o que eu quero para o resto da vida. Ambíguo. Não sei se o amo ou se apenas o desejo. Sei somente que o desejo muito.

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