Diane Arbus

Hoje, Diane Arbus completaria 88 anos. A fotografa norte-americana, que provocou a própria morte em 1971, colocou em cheque os conceitos de normalidade e perfeição ao fotografar a realidade que a cercava.

 

diane-arbus

 

Diane Arbus se casou muito jovem, com apenas 18 anos. Ela levava uma vida confortável junto com o marido, Allan Arbus, com quem produziu vários ensaios de moda para a revista Harper’s Bazaar, até o dia em que resolveu tirar fotografias das pessoas que viviam na sua “vizinhança”.

 

DianeArbusChild

 

Com um trabalho essencialmente documental, ela expunha aquilo que aprendeu a temer: pessoas pobres, prostitutas, travestis, deficientes físicos e mentais, anões, gigantes… Todos os que estavam longe de serem considerados agradáveis aos olhos da alta sociedade da época (década de 1950, quando a fotógrafa iniciou o seu trabalho autoral). Segundo a artista “a maior parte das pessoas passa a vida temendo experiências traumáticas, enquanto estas já nasceram com seu trauma e já passaram pelo seu teste na vida – são aristocratas”.

 

Diane Arbus Seated Man

Diane não teve o seu trabalho bem aceito por Allan, de quem se separou. Mas seus retratos foram reconhecidos pela crítica, tendo recebido duas vezes a bolsa de estudos Guggenheim (1963 e 1966) e exposto, ao lado de Lee Friedlander e Gary Winogrand ,  no Museum of Modern Art (MoMA) de Nova Iorque em 1967.

 

Diane Arbus Russian Midget Friends

 

 

A fotógrafa foi pioneira não só no olhar como na técnica. Ela foi uma das primeiras profissionais a usar o flash em todas as suas fotos independente do ambiente (aberto ou fechado) ou do horário (dia ou noite). Com isso, Diane Arbus evidenciava os traços dos seus modelos dando mais destaque a eles frente ao cenário, que também é um elemento bastante relevante na composição dos seus retratos.

 

Diane Arbus Burlesque

 

Em 2007, a vida da fotógrafa foi retratada em A Pele – Um Retrato Imaginário de Diane Arbus (2006), longa de Steven Shainberg e que traz Nicole Kidman no papel principal.

 

 

Ainda, as imagens capturadas pela fotógrafa inspiraram diversos artistas. Um exemplo é o cineasta Stanley Kubrick, que trouxe para as salas de cinema, no longa-metragem “O Iluminado”, as gêmeas acima.

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Um comentário sobre “Diane Arbus

  1. Pra quem deve estar se perguntando, sim essa foto das gêmeas (Identical Twins, Roselle, New Jersey, 1967) inspirou Stanley Kubrick em “O Iluminado” (1980).

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