Mafalda de Quino

Eu conheci o trabalho do quadrinista argentino Quino quando estava me preparando para prestar o meu primeiro vestibular, ou seja, há uns seis anos. As tiras com o seu personagem mais famoso, a pequena Mafalda, integravam e ainda integram muitas provas de geografia, de história, de espanhol e até mesmo de português.

E, há poucos minutos – quando eu estava procurando algo sobre a Noite de Walpurgis, que é uma festa pagã de tradição germânica e, ao mesmo tempo, o nome de um espetáculo que entrará em cartaz na Sala Qorpo Santo da UFRGS em abril – encontrei esta tira da Mafalda:

Para quem não conhece o trabalho de Quino, segue um breve histórico da vida e obra do mesmo – todas as informações a seguir foram tiradas do site do artista. Joaquín Salvador Lavado, filho de imigrantes espanhóis da Andaluzia, nasce em Mendoza, Argentina, no dia 17 de julho – embora nos registros oficiais conste que o mesmo nasceu em 17 de agosto. Já ao nascer, foi chamado de Quino, para distingui-lo de seu tio Joaquín Tejón, pintor e desenhista de publicidade, com quem descobriu sua vocação aos 3 anos.

Em 1945, terminou a escola primária e resolveu se inscrever na Escola de Belas Artes de Mendoza. Na época,  surgiu em Buenos Aires a revista “Rico Tipo”, dirigida por Divito. O sonho de Quino era publicar nela. Quatro anos depois, cansado de desenhar ânforas e jarrões, Quino abandona a Escola de Belas Artes e só pensa numa única profissão: dibujante de historieta y humor.

O ano do serviço militar, 1953, fez Quino se sentir terrivelmente angustiado e, ao mesmo tempo, expandiu seus horizontes: “Achava que nunca conseguiria sair dali e tinha vontade de matar todo o mundo, mas compartilhar minha vida com rapazes de  origem social diferente… Foi uma grande ruptura, um enriquecimento. Comecei a desenhar algo diferente”.

No início da carreira, Quino dividia seu tempo entre tiras e ilustrações para campanhas publicitárias. Mafalda só veio em 1963. A menininha surgiu como suporte de uma campanha publicitária de uma empresa de electrodomésticos. A agência queria uma tira com uma típica família de classe média e que o nome de um dos personagens começasse com M e A, iniciais da marca Mas, o projeto foi rejeitado pelo cliente. Mesmo assim, Quino conservou as poucas os esboços.

No ano seguinte o “Primeira Plana”, que era o semanal informativo argentino mas importante, pede-lhe uma colaboração fixa, satírica e  inovadora. O artista tirou Mafalda do baú. Quatro anos depois, em 1968, Mafalda desembarcou na Itália e de lá conquistou a Europa. Foi o inicio de uma grande aventura para a pequena respondona.

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